7 de fevereiro de 2013
“Os Miseráveis”: Um convite para olhar para baixo
17 de agosto de 2010
Bienal 2010
A maioria das vezes vou apenas para passear, pois vamos falar bem a verdade. A Bienal não é um evento de descontos, mas sim de quantidade e de qualidade, que se resume em reunir várias editoras e trazer até mesmo livros "raros". Se você for com o pensamento de "vou atualizar horrores a minha biblioteca particular" mas não vai com muita grana. Sorry.
Mas não quero desmotiva-los, muito pelo contrário. A Bienal desse ano foi bem diferente e pode se resumir em apenas uma palavra: FANTÁSTICA.
Por 2 motivos.
Primeiro, consegui comprar 2 livros do Bukowski, o "O amor é um cão dos diabos" tava difícil viu, nem em Sebo eu estava dando sorte. Consegui achar um livro do Contardo Caligaris. Livros que foram muito bem indicados e depois eu conto como foi a leitura.


Como não poderia deixar de ser fui ver a palestra "O que é ser jornalista". Com nada mais e nada menos com o Caco Barcellos e o Rafael do programa 'Profissão Repórter', o Alberto Dines do Observatório da Imprensa, o Armando Antenore da revista Bravo! e a Lilian do Projeto Viração.
Simplesmente fantástica!!!
As palavras do Caco me fizeram pensar que eu quero ser uma "jovem jornalista" assim como ele é e se considera té hoje, "Quando eu estava chegando, uma pessoa me parou no estacionamento e me perguntou se eu estava no melhor momento da minha vida e da minha carreira. Pensei um pouco e respondi que sim, estou muito feliz e o mais legal é que essa felicidade é examtamente igual aquela que eu sentia no início da carreira. E a mesma alegria que senti durante todos esses anos".
Fofo demais né? Ele manda super bem e faz a gente se sentir bem com a profissão que escolhemos. Assim com o Alberto Dines que afirmou não ser contra a internet, mas que ainda acredita no banco de dados que é a troca de experiência por faixa etária. "A experiência humana é a coisa mais fantástica do mundo, um privilégio chamado convívio".
Rafael concorda com ele, mas também falou sonbre como saber usar a internet a seu favor.
A Lilian foi a revolucionária da roda. Afirmou que criou o projeto (para os jovens falarem) pois queria colocar as ideias em prática, "Queriamos ver como os jovens iam pautar a sociedade, o que eles pensam sobre o que os certa, eles falam aquilo que querem falar para o mundo inteiro".
Além disso todos comentaram que o 'ser jornalista' não é luxo e não há privilégios, a não ser a conquista pessoal. Afirmando sempre que um profissional tem que desconfiar de tudo, tem que ser crítico "Se não ele não é jornalista, mas sim meio jornalista", concluiu Dines.
Armando comentou que na faculdade aprendemos somente sobre a grande mídia e que nem sempre ela é o melhor caminho para se fazer um bom jornalismo, "Os músicos já fazem isso, eles usam a internet para divulgarem os seus trabalhos e as suas ideias. Com o jornalismo não pode ser diferente, temos que nos adaptar e fazer o que queremos, mesmo que não vá viver apenas isso".
Ai ai, saí mega satisfeita da feira. E a cada dia que passa sabendo que escolhi a profissão certa.
Para terminar cada um indicou um livro ou autor:
Caco - Suje-se Gordo
Rafael - Hiroshima
Dines - Cao Mai
Armando - Guimarães Rosa
=**
12 de novembro de 2009
Lamentações de todos os dias para sempre

Uma linhagem que pode ser comparada aos nossos queridos ‘José Acardio Buendia’ (100 anos de solidão – Gabriel Garcia Marques), onde os nomes além de serem passados para as gerações me parece que eles também carregam uma característica.
Impulsivos, machões, oportunistas e egocêntricos. Mas a vida de Eulálio foi, aparentemente, mais decadente. De uma família de classe alta, super importante e moradora de um chalé em Copacabana para uma família sem valores e que passa a morar no fundo de uma igreja evangélica, onde outrora foi um cemitério que está enterrado o seu avô.
“Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta. O ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe-se a culpa na feiúra.” (BUARQUE, 2009, p. 62).

A dúvida eterna

Quando tinha 15 anos descobriu que estava apaixonado por Capitu, sua amiga e vizinha, no momento em que José Dias, o agregado da família, lembrou Dona Glória, mãe de Bentinho, de que havia feito uma promessa de mandá-lo para o seminário. Bentinho ficou atordoado, foi conversar com Capitu e percebeu que também havia um interesse por parte dela quando num ato de ousadia a garota lhe roubou um beijo.
Assim ele se convenceu de que não queria ir para o seminário, então Capitu criou um plano para convencer José Dias a tirar esta idéia da cabeça de Dona Glória afirmando que o garoto não tinha vocação para ser padre. Mas infelizmente não deu certo.
Dentro do seminário Bentinho conhece Ezequiel Escobar que consegue achar uma solução para o seu problema; Substituí-lo por um garoto órfão, sem recursos para estudar e que seria bancado por Dona Glória. Então Bentinho vai estudar Direito, se casa com Capitu e Escobar que seguiu seus passos vira comerciante e casa-se com Sacha, a melhor amiga de Capitu. Mesmo formado e atuante na área, Bentinho se sente inseguro diante de uma mulher que cada vez mais se mostra forte e cheia de atitude, além de sentir um ciúme imenso dela com o seu melhor amigo.
Passado algum tempo Sacha engravida e batiza a sua filha de Capitolina, pouco tempo depois Capitu dá a luz a Escobar, ambos em homenagem. Com isso a insegurança de Bentinho aumenta pois acreditava em uma semelhança física e de atitudes entre os dois. Com a morte de Escobar o imaginário ciumento de Bentinho não consegue entender o por que de sua mulher estar sofrendo tanto, ele passa então por um mar de sentimentos confusos e começa a acreditar fielmente na traição.
Bentinho então envenena uma xícara de café e pensa em beber, mas dominado pelo ódio ele tenta dar o café ao filho que não aceita. Chorando muito ele abraça o garoto e diz que não é o seu pai, Capitu escuta e decide pela separação. Quando Capitu
falece Bentinho fica muito chateado, mas quando o filho morre ele comemora pois acha que acabou a traição com a sua última prova.
Durante a narrativa o autor faz uma comparação com a peça Otelo de Shakespeare, abrindo assim um leque de possibilidades. Pois Desdêmona, esposa de Otelo, foi assassinada pelo marido por uma traição que não aconteceu. Em Dom Casmurro existem personagem que são bons e ruins ao mesmo tempo. Se a traição de Capitu realmente aconteceu nos não sabemos, pois o narrador é a única testemunha dos fatos, Capitu não tem advogado de defesa e Escobar morre subtamente.
Nesta história o leitor é o Júri. Então, qual o seu veredito?
Resenha sobre o livro: Dom Casmurro







