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8 de junho de 2009

Questões ético-jornalisticas

Ser jornalista é uma profissão muito complicada, assim como qualquer outra, porém muitas vezes podemos ver que existem conflitos entre o número de exemplares que serão vendidos e a informação real.

O filme “O Jornal” mostra bem como se dá esse conflito. O protagonista do filme trabalha no jornal “The Sun” que tem a fama de sensacionalista por causa de suas manchetes violentas, criativas e muitas vezes com o caráter comercial.

No decorrer da história ele tenta conciliar a gravidez de sua mulher com uma notícia incompleta sobre um assassinato, que pode ter sido cometido, ou não, por dois adolescentes negros. A matéria se torna interessante por se tratar de negros em um país em que ainda existe muito preconceito (na época do filme, hoje está muito diferente, vide Obama na presidência.)

Vemos então a grande crítica do filme sobre a importância de um veículo de comunicação na sociedade, podendo assim influenciar o julgamento.

Mas não para por ai, são 80 minutos de crítica aos erros éticos que a maioria dos jornais comete. Começando pelo roubo de informações, pois essa matéria seria publicada pelo concorrente, mas o protagonista a rouba quando vai fazer uma entrevista de emprego.

Querendo assumir um compromisso com a verdade o protagonista consegue uma fonte policial que é sigilosa, conhecida como fonte Off, que revela a verdade sobre os adolescentes inocentes. Com isso me lembrei de diversos casos de jornalistas presos por não revelar a fonte.

Ao mesmo tempo uma estagiária é mandada para a delegacia para conseguir fotos dos acusados, sem ao menos uma indicação de como fazer ou ao menos uma ajuda financeira. Isso por que uma única pessoa tem várias funções dentro do jornal e ganha como se fizesse uma, mas isso não é exceção do jornalilsmo, né?

O dead-line é uma coisa que deixa todo jornalista louquinho, e mesmo com horas de atraso o nosso protagonista quer publicar a verdade, contra a vontade da editora-chefe que prefere publicar do jeito que a matéria está e no dia seguinte publicar a verdade. Isso gera uma conflito muito grande e desesperador.

Uma outra questão que o filme retrata bem é o tempo que a pessoa não tem para a vida pessoal. O protagonista e a editora-chefe se dedicam quase que exageradamente a profissão causando assim o distanciamento familiar de ambos, do protagonista que quase perde o parto de sua esposa e da editora-chefe que é uma grande solteirona.

No final tudo acaba bem, mas infelizmente, na maioria das vezes, o final feliz só ocorre em Hollywood.

=**

3 comentários:

Chico Junior disse...

Sem chance de um happy end para nossa versão tupiniquim? Oh céus!!!

Plumari disse...

vontade de ver esse filme. =)

beijão thata.
saudades

Fabis Matrone disse...

Assisti esse filme!

Minha ética chama-se verdade e Consciência limpa sempre!

saudades Thata!